domingo, 2 de outubro de 2011

TRABALHO 5 - Sistemas Construtivos (Efeitos de Luz)

O Trabalho 5 consiste em estudar os sistemas construtivos de uma edificação, ou seja, como eles se sustentam (vigas, pilares, lajes etc.). Nessa etapa trabalhamos com a estruturação do modelo e, sem esquecer dela e utilizando ela, fizemos a luz entrar no ambiente.

Primeiro, fiz o esquema de como ficaria a estrutura e depois as aberturas.


Como eu fiz a maquete perto do horário de meio dia, obtive o melhor resultado para as minhas aberturas, pois as "frestas" abertas na laje permitem pouca entrada de luz, o que é proposital, pois se fossem aberturas muito maiores não dariam o efeito esperado.



Agora, com a luz entrando...




Alem de mostrar a diferença de escala que o ambiente sofre devido ao calunga, também utilizei o olho mágico, mostrando a terceira abertura de parede feita no modelo.
A partir desses modelos, pude perceber que a estrutura, alem de suportar toda a edificação, pode ser utilizada também para criar efeitos com a luz. Outra percepção foi que, caso não houvessem os pilares no meio do ambiente, o espaço já não seria o mesmo em relação aos efeitos. É como se os pilares fizessem parte do efeito criado pela luz.

sábado, 24 de setembro de 2011

TRABALHO 4 - Espaço, corte e luz (final).

Na última aula referente à utilização da caixa de sapato como ambiente para o estudo da luz, nos foram propostas três intervensões na caixa. A primeira seria mostrar um corte da caixa além do tradicional, fazer um corte transversal.

Na Vista Lateral Esquerda (V.L.E.) pode-se notar a existência da abertura existente rente ao chão do modelo, fazendo a conexão entre a parede e o piso "desaparecerem" quando ela é exposta à luz. Na outra vista, percebemos a abertura - também na parte inferior do modelo - que poderia ser entendida como uma janela. Ambas foram feitas com filtro colorido, proporcionando cor ao ambiente.



A segunda proposta tinha como objetivo nos fazer procurar arquitetos que tivessem usado os modelos que reproduzimos aqui, a fim de nos mostrar que é possível criar estes efeitos. Não achei uma imagem que fizesse jus ao meu modelo, porém achei uma que representa muito bem o efeito criado ao iluminar zenitalmente a escada (Edifício Cidade Nova - Ruy Rezende Arquitetura).



A primeira imagem mostra a abertura feito no plano superior para permitir a entrada da luz zenital. Logo abaixo, a escada que, iluminada pela luz, faz um círculo de sombra no chão. Efeito semelhante ao que realizei.



Na terceira, nos foi solicitado que escolhêcemos um colega para que ele examinasse nosso trabalho e determinasse quais pontos poderiam ser melhorados; e nós, quais pontos ele também poderia aprimorar.

O meu colega Ícaro determinou que o objetivo principal foi alcançado - o de dar destaque para um elemento no ambiente -, porém eu poderia criar mais efeitos no espaço, pois ele era bastante grande, então, poderia ser melhor utilizado. Além disso, determinou o que ele acharia interessante de fazer a mais, e sua sugestão foi que eu removesse um dos andares do meu modelo e o isolasse do resto, criando outro ambiente; também, que fizesse aberturas nas laterais - criar janelas nas paredes - e utilizasse filtros coloridos, a fim de criar mais efeitos nessa nova parte; e mais, aumentar a estrutura que tem por objetivo direcionar a luz para o centro do espaço da escada.
A primeira imagem mostra como era, e a próxima, como ficou, ambas com a luz zenital (enfoque na escada).

Abaixo, a fim de mostrar a ação dos filtros no novo espaço, os modelos mostram um exemplo de situação a qual a luz está inclinada - pode-se considerar uma situação de hora diferente da utilizada para mostrar a incidência da luz zenital.


Ao analizar as duas últimas imagens, percebesse uma diferença entre a entrada de luz nos dois casos. No primeiro, a luz entra no espaço através de uma abertura entre a parede e o piso do ambiente, destacando-os de si próprios (semelhante ao exercício feito com a caixa de sapatos anterior a este). Já no segundo caso, há uma abertura comum.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

REFEITO: TRABALHO 4 - Espaço, corte e luz

Refazendo o trabalho sobre a incidência de luz a partir de poucas aberturas criando efeitos variados, no primeiro momento não consegui entender a diferença entre o trabalho anteriormente requisitado, o qual também envolvia um espaço (a caixa de sapato) e aberturas a fim de criar efeitos... No entanto, agora pude entender que a luz pode ser utilizada para destacar algum elemento em nosso espaço, o qual, se não fosse iluminado, seria somente mais um elemento no ambiente.

Entendendo a problemática do exercício, destaquei uma escada em espiral de seu entorno a partir da entrada de luz zenital, a qual, em corte, cria algumas áreas de sombra. Primeiro a imagem e depois o corte fazendo a correspondência do espaço e as sombras criadas.



Também obtive uma imagem do espaço com um calunga de diferente tamanho para observar a modificação do espaço a partir de uma referência diferente da escala que seria a adequada. Outro ponto importante também é a diferença na entrada de luz desse espaço para o anterior. Nesse modelo, não focalizei a luz, o que a tornou muito dispersa no ambiente.


Após ter mostrado qual o elemento principal desse ambiente, fiz uma simulação do que seria um dia com o sol descrevendo o seu movimento aparente. Entende-se que a caixa está na posição Leste-Oeste na primeira movimentação do sol e Oeste-Leste na segunda movimentação; por fim, volta a destacar o elemento principal.


Tendo feito esse experimento, observei que o modelo seria bastante iluminado somente nas horas as quais o sol está quase a pino, destacando aos poucos o elemento que eu gostaria de destacar. Sendo assim, pode-se dizer que esse espaço faz jus ao seu propósito (destacar a escada), porém é mal iluminado.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

TRABALHO 4 - Espaço, corte e luz

Ainda com a caixa, nesta etapa de trabalho procuramos explorar a luz no espaço criado. No entanto, agora com mais planos que a etapa anterior, o qual incitou a nossa capacidade de imaginar os lugares como um ambiente com mais de um pavimento e, consequentemente, a intervenção que esse acréscimo faz em todo ambiente principalmente em relação à luz.
Sendo assim, inicio essa etapa mostrando os quatro cortes em formato paisagem e os quatro cortes em formato retrato e as sombras resultantes dos acréscimos de planos no ambiente.



Nota-se que o objeto de referência (calunga) e diferente em alguns dos modelos, justamente para mostrar a dimensão do espaço retratado.
No entanto, não consegui demonstrar muito bem onde se localizam as aberturas, logo, fiz os croquis das caixas, como elas ficariam se reproduzidas, a fim de mostrar exatamente onde estão cada uma das aberturas.


Após, selecionei dois modelos para representar na caixa: o número 2 do formato de paisagem e o número quatro do formato de retrato.



O primeiro modelo pode ser considerado uma sala, a qual o plano superior (segundo andar) é seccionado por um pilar decorativo, que passa com folga pelo plano pois a abertura está mais aberta que deveria, a fim de deixar entrar a luz, iluminando o pilar, destacando-o. O segundo modelo pode ser considerado a parte principal de um hotel, o qual tem seus planos (andares) dispostos de uma maneira que a luz zenital que entra na edificação vai sendo filtrada até formar um círculo de luz no "primeiro andar".

sábado, 3 de setembro de 2011

TRABALHO 3 - Espaço X Luz (PARTE 2)

Nesta segunda parte deste trabalho, nos foi sugerido uma maior exploração de todos os elementos que podem ser variados a fim de obtermos melhores resultados. Seguindo alguns objetivos mencionados em aula e utilizando a criatividade, tentei nessa parte do exercício criar, não somente espaços com aberturas nas paredes e que têm a luz entrando e fazendo um desenho, mas sim, espaços que realmente poderiam existir.

Começo então com uma maquete do que poderia ser considerado um quarto, com duas aberturas comuns na parede e uma abertura no teto, o qual tem o plano inclinado justamente para a entrada da luz onde deveria ser o encontro da parede com o plano superior do ambiente.


Na segunda maquete demonstrei um ambiente de exposição, o qual pude explorar alguns efeitos interessantes, como por exemplo a utilização de um filtro para as extrusões da parede do fundo, o qual possibilitou a entrada de luz, mas com pouca intensidade; e a utilização de luz zenital o qual permite o "destaque" do teto em relação à parede. Outro ponto notável foi que a parede ao fundo é curva, porém, devido ao olho mágico, as aberturas feitas no fundo aparecem com suas arestas paralelas entre si.


Na terceira maquete, utilizei o recurso de cor como parte principal da imagem, a qual combinou com a luz que entra no ambiente a partir do recorte do plano superior destacando-o das paredes que o cercam. Cria, assim, um espaço para exposições normalmente utilizado como ambientes para obtenção de fotografias de novos modelos do que for que esteja sendo lançado ou exposto.


Por fim, criei um espaço com uma piscina o qual a iluminação natural influencia diretamente, pois a iluminação do ambiente fica subordinada ao horário do dia. A utilização do filtro também se mostrou bastante interessante nesse caso, criando a relação óbvia entre a esquadria e a cor que ela deveria permitir entrar naquele espaço.  Neste último caso fiz um vídeo para demonstrar o efeito criado.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

REFEITO: TRABALHO 2 - LEGO.

Ao refazer o trabalho de LEGO, tive a oportunidade de ver o sólido com as faces sem "buracos" e depois vê-la com as tensões criadas pelos buracos formados. A relação que busquei não se baseou nas cores, mas sim nos cheios e vazios criados a partir da retirada de blocos de peças e reorganizações delas a fim de criar esses espaços, tentando não desfazer-me da forma inicial do sólido. As tensões foram estabelecidas tanto fora, quanto dentro do sólido.





Após gerar as tensões, suspendi o bloco com a utilização de um núcleo maciço e uma espécie de "telhado", a fim de gerar mais tensão tanto com a suspensão do bloco quanto com o plano acrescentado no topo da estrutura.


Nessa peça eu procurei utilizar a cor preta no plano e amarela no núcleo acrescentados a fim de o plano não se destacar tanto da imagem e deixar o fundo do cenário e o núcleo fazerem essa divisão. Sendo assim, a impressão que o observador tem é que o plano não se distancia tanto da estrutura que vem a baixo, porém o núcleo "empurra" o plano para cima, gerando mais tensão.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

TRABALHO 3 - Espaço X Luz

A partir de uma aula a qual mostrava diversos exemplos de como utilizar a luz como elemento principal nos espaços, nos foi proposta a tarefa de criar maquetes as quais a luz definiria formas interessantes aos usuários daquele ambiente.
Para fazer a maquete utilizamos como espaço uma caixa de sapatos que tinha uma de suas paredes variáveis, ou seja, a partir de vazios nas paredes que inventávamos, criávamos formas devido à luz que passava por esses espaços, a qual poderia interagir com o ambiente, decorando-o, ou, simplesmente, iluminando-o; forramos as paredes com papéis de diferentes cores, a fim de definir qual a utilização do espaço; e utilizamos alguns pontos de referência para mostrar a dimensão desses espaços.

Na primeira criação, a minha intenção foi de demonstrar um espaço com um espelho d'água e uma "parede flutuante". A entrada de luz por baixo da parede permite o observador ter a ideia de leveza da estrutura, e com o espelho d'água, a sensação é de infinitude do espelho, uma vez que passa "por baixo da parede" e parece se alongar além do espaço que realmente pertence a ele.


Na segunda criação, montei uma parede a qual permite a entrada de luz, em determinada posição solar, que incide diretamente sobre um "caminho d'água" que percorre esse espaço. Consequentemente, os raios são refletidos e jogados contra a parede oposta à parede criada.


Na terceira e última criação, simulei um espaço simples onde a iluminação era o principal - e não a decoração como nos outros casos. Pode ser considerada uma garagem.


A luz pode ser utilizada, alem de mera necessidade humana, como uma forma bastante interessante de criação de formas e sensações nos usuários dos ambientes onde ela é projetada. No entanto, a cor também é bastante importante na composição de qual a impressão que queremos que o observador tenha ao perceber aquele ambiente. Em todos os casos simulei a luz natural de um dia ensolarado, porém utilizei as cores no interior da caixa para mudar a sensação do observador. Como utilizei "água" nas duas primeiras imagens, utilizei uma parede azul, que tem relação com água e também dá uma sensação agradável ao observador, o qual passa a entender que está em um local mais "fresco". No espaço da garagem não coloquei cores - o que fechou o ambiente - logo, o local parece estar mais fechado, quase claustrofóbico, típico da maioria das garagens e estacionamentos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

TRABALHO 2 - LEGO.

Neste trabalho nos foi apresentado como podemos aplicar as questões de arquitetura com um simples jogo de LEGO. Além da mais óbvia aparência do jogo e os blocos utilizados em construções, com essa atividade tivemos a oportunidade de aplicar os conhecimentos sem precisar fazer uma grande e complicada maquete.

Na primeira parte desse nosso estudo, foram montadas estruturas em LEGO as quais tivessem "paredes lisas" por fora. Após, com as mesmas peças, remontamos a estrutura, porém com alguns "cheios e vazios" em suas paredes.


Esses elementos, quando bem aplicados, geram tensões que acabam por melhorar a qualidade do que está sendo construído. Porém, o exagero desses elementos acaba por confundir quem está admirando o trabalho, uma vez que o diferente em meio ao comum se destaca, mas o diferente entre outros diferentes é apenas mais um.

Em seguida montamos mais uma estrutura com o LEGO, porém, com uma parte móvel (o meio da estrutura)...



... a qual podia ser erguida ou rebaixada, o que mostra mais uma vez a semelhança entre o jogo e a construção e, principalmente, foi uma demonstração que nos incitou a expandir a nossa criatividade.

Na terceira parte da tarefa, pesquisamos sobre algumas construções que julgamos serem aptas a reprodução em LEGO. A minha escolha foi uma peça de exibição do escritório dinamarquês B.I.G., o qual propõe uma estrutura que mostra a intensão do escritório (que seria construir essa estrutura para uso residencial) porém de uma outra forma que não a usual: a estrutura para exibição pode ser utilizada como uma espécie de lounge.




Aplicando os conceitos supracitados, nesse modelo selecionado, temos um conjunto de espaços vazios que se repetem por toda a peça, o que permitiu a formação de um padrão. No entanto a extrusão dessa "parede de vazios" em ambos os lados criou a tensão na estrutura - que agora, mesmo continuando com os vazios, perdeu a monotonia da repetição excessiva e passou a ter uma forma bastante diferenciada do comum.









quinta-feira, 11 de agosto de 2011

TRABALHO 1 - Dobraduras.

Na primeira aula da cadeira de Maquete tivemos uma introdução à disciplina, bem como tivemos contato com diferentes tipos de materiais, formas e maneiras de representação das maquetes.
No fim da aula, tivemos nosso primeiro trabalho:


Nesse trabalho construímos formas a partir de uma folha tamanho A4. Além de mostrar a grande quantidade de resultados que obtemos dobrando uma simples folha de papel - com poucos e fáceis passos - também incentivou a aumentar nossa capacidade de abstração no sentido de interpretar formas que fogem do padrão.